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Que vergonha, ministro Lewandowski. Que vergonha!

Minha solidariedade à pessoa que foi detida por este autocrata e o meu repúdio a toda atitude totalitária numa nação que sofreu tanto para alcançar a própria liberdade.


Ricardo Lewandowski
Que vergonha, ministro Lewandowski. Que vergonha!

Vivemos no estado democrático de direito. Nossa constituinte prevê o direito à liberdade de expressão. Numa democracia, é fundamental a presença do contraditório, senão estaremos numa ditadura. A censura e o cerceamento da opinião é uma atitude totalitária que deve ser combatida pela sociedade.

Podemos criticar o presidente, o governador ou o prefeito? Obviamente! Podemos criticar um legislador (senador/deputado/vereador)? Com toda certeza! Por que, então, não podemos criticar um ministro do STF ou mesmo a instituição como um todo? Afinal de contas, eles são servidores públicos ou agentes privados do judiciário brasileiro?

Temos de levar em conta uma questão. Este senhor não foi eleito pelo povo, mas o povo indiretamente o pôs ali. Lula, presidente em exercício à época, foi o responsável por sua entrada e futura ascensão no Supremo Tribunal Federal. Foi através de sua indicação que este magistrado alcançou a cadeira.

Lembremos o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Pela constituição, ela deveria ficar inelegível por oito anos, fora a perda do mandato presidencial. Ela foi condenada pelo Congresso Nacional – a casa do povo – pelo crime relacionado às “pedaladas fiscais”, e teve todo um rito político e jurídico cumprido que culminou na sua queda.

No entanto, uma verdadeira manobra autoritária via “pen power” a liberou para disputar as eleições para o Senado Federal neste ano por Minas Gerais. Ainda bem que o povo mineiro votou com consciência…

É uma vergonha sim o STF, principalmente quando um integrante seu age de forma arrogante, prepotente e autoritária. Quer estar na vida pública e somente ser elogiado/bajulado? Que tal se esconder atrás de um teclado num computador? Eu mesmo, sem ser um homem público, sofro críticas quando escrevo. Imagina alguém que resolve julgar indulto de natal para criminoso, corrupto?

A população deve reagir a isso lutando de fato pela democracia. Não se vendendo a partido que recruta gente simples com pão e mortadela; contudo, pelas vias da liberdade de consciência e expressão, demonstrando que ninguém é maior que a Constituição e que todo brasileiro pode e deve criticar tanto o político quanto o magistrado que, no seu entendimento, está cumprindo suas funções para aquém de suas obrigações.

Tudo o que esperamos é que os três poderes da república funcionem bem e que o dinheiro público não seja tratado como objeto de interesse privado. Queremos que os ministros do STF tenham a consciência de que aumentar o próprio salário no momento político e econômico atual é um ato vexatório e covarde, e que a população tem o direito de receber (após pagar tantos impostos) um serviço público de altíssima qualidade, pois ninguém está aqui para “ralar” por um burocrata que sofre de um problema oftalmológico-existencial que é a soberba, como diz meu pastor.

Minha solidariedade à pessoa que foi detida por este autocrata e o meu repúdio a toda atitude totalitária numa nação que sofreu tanto para alcançar a própria liberdade.



32 anos, é casado com Ana Talita, bacharelando em Teologia pela Unigranrio e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, trabalha no ministério de adolescentes da Igreja Batista Betânia e no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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