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Festa eleitoral patriótica e o movimento brasileiro cristão

A perseverança em Cristo mudará a vida dos brasileiros. 


Festa eleitoral patriótica e o movimento brasileiro cristão

No dia 19.11.1969, a pessoa exemplar e mais importante do esporte brasileiro, Pelé, marcou o milésimo gol.  Pegou a bola, beijou-a e disse: “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”.  Foi muito criticado por essas duas frases. Passados 48 anos, os 90 milhões de habitantes passaram para 218 milhões em 2018.

A festa pela conquista da Copa do Mundo de 1970 foi estrondosamente comemorada por todos os brasileiros. O futebol é uma festa! Em 18.07.1971, tive a oportunidade de ver a despedida do Rei da seleção. Nunca me esqueço da emoção vivida. No Maracanã, 140 mil pessoas gritando o nome Pelé, enquanto ele dava a volta olímpica.  A festa do futebol é sempre bonita. Nas Copas, a cada 4 anos vemos ruas pintadas e bandeiras nacionais por todo o canto, num amor sazonal à pátria.

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Desde pequeno acompanho a política por influência do meu pai.  Embora ele fosse semialfabetizado, todo final de semana comprava o jornal “O Estado de São Paulo” e lia as matérias de política.  Eram matérias investigativas, não ideológicas. Muitas vezes fiquei com ele. Naquela época, tive a oportunidade de presenciar um comício de Jânio Quadros, em frente à estação da Estrada de Ferro Sorocabana, em Assis.  “Varre, varre, varre, varre vassourinha! Varre, varre a bandalheira!” A campanha de Jânio Quadros era centrada na corrupção atribuída a Adhemar de Barros, ao qual foi vinculada a frase pejorativa de “rouba, mas faz”.

A corrupção existe desde o início do mundo e está registrada na Bíblia. Porém, de uns anos para cá, a corrupção ficou imensurável, incontrolável, impregnada em todo o sistema político e governamental brasileiro. Se na época Jânio-Adhemar a corrupção era atribuída a uma pessoa, hoje envolve todo o sistema político através das propinas e do caixa dois, o dinheiro vivo que irriga as campanhas eleitorais.

Para tentar tapar o sol com a peneira, entidades de renome nacional apoiaram o uso do dinheiro do povo nas campanhas eleitorais.  Os idealistas dessa solução imaginaram que com o dinheiro, a televisão e a imprensa possibilitariam a continuidade do domínio do poder e da hegemonia do pensamento.

Como disse Garrincha, para o técnico da seleção brasileira antes de jogo da Copa de 1958 : “O senhor já combinou com os russos?   Estamos vendo que os políticos e a imprensa se esqueceram de combinar com o povo. Os brasileiros amantes do futebol se tornaram amantes da pátria. A imprensa, cega, surda e muda, não publica uma foto de passeata ou movimento patriota. Mas o movimento patriótico, conservador no linguajar da imprensa,  existe até na cidade de Gandu, no interior da Bahia.

Vivemos um longo tempo sob a égide do politicamente correto.  Os jornalistas e a imprensa impuseram um comportamento obrigatório a todos os brasileiros. Todos os que fossem contrários ao politicamente correto seriam e foram execradas.

Os políticos, os especialistas e os analistas políticos não perceberam que o sentimento do povo era outro. O povo sempre foi conservador e percebeu que o politicamente correto faz mal a todos. Tudo virou ofensa e motivo de ação judicial. O povo, ordeiro e correto, concluiu que a raiz do problema é moral. Os políticos, os jornalistas e a imprensa não perceberam que a moral não é uma virtude, mas uma obrigação de cada um.

A partir das eleições de 2010, com a introdução do tema aborto no debate eleitoral, a questão moral passou a ser observada pelo povo. Quem não respeita a vida humana intrauterina não respeita nada. Em 22.10.2010, o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, depois de ficar escondido durante uma semana, por risco de vida, concedeu entrevista coletiva a todos os jornais e revistas brasileiros e escreveu:  O PT é o partido da mentira e da morte. O país da mentira estava acabando. O país da verdade estava se levantando.

A partir de 2013, as festas patrióticas que aconteciam no futebol passaram a ser aplicáveis a temas importantes da vida política. O povo realizou o primeiro movimento contra os desmandos acontecidos na administração pública e na política. Imenso número de pessoas nas ruas, protestando contra a corrupção.

Posteriormente, outros momentos de preocupação com o futuro do Brasil foram esboçados, mas prejudicados por vândalos, criminosos e blak blocks que os tornaram muito arriscados.

A imprensa anacrônica, dominadora e dominada pelo socialismo, continuou seu discurso pensando que nada havia mudado. Em 13.11.2017, o editor-executivo da Folha de São Paulo confirmou que a maioria dos jornalistas é esquerdista.  Josias de Souza, jornalista tarimbado e de renome, escreveu o artigo Escalada de Bolsonaro desafia Lula e a lógica, no Blog do  Josias neste 02.10.2018, que o candidato mostra “o moralismo bisonho, o desprezo pelos signos democráticos, o ódio à imprensa, a segurança imposta manu militari…” e afirma que “A sociedade brasileira, com seus valores escrachados e seus princípios flexíveis, revelava-se majoritariamente refratária à disciplina sanguínea do fascismo”.

Com todo o respeito, discordo das afirmações: o moralismo do povo não é bisonho, o povo não despreza a democracia, não tem ódio à imprensa, não tem valores escrachados e também não é fascista, pois não é socialista e não é adepto de regimes ditatoriais.  Essa visão tosca não leva em consideração que grande parte do povo tem origem judaica, italiana, polaca, africana e de muitos outros países, cujas famílias fugiram das ditaduras e das guerras assassinas de Hitler, Stalin, Mussolini, Mengistu Haile Mariam, Idi Amin Dada, Pol Pot, Fidel Castro e toda a corja de ditadores assassinos da humanidade.

Tempos atrás, ouvi de um jornalista que a revista Veja deveria fechar, porque publicava matérias contra seus interesses. O primeiro ato de um governo socialista é acabar com a imprensa livre. Todos os meios de comunicação são controlados pelo governo. Quanta cegueira e estupidez: no primeiro caso, os empregos dos jornalistas acabam e no segundo todos os jornais e revistas particulares fecham, novamente acabando com os empregos. Como acontece na Venezuela, somente as produzidas pelo governo são admitidas.   A imprensa brasileira está cega e surda para a realidade, sofrendo de imunização cognitiva.

O povo brasileiro nunca foi esquerdista. É um povo afável, liberal, amigo e admirado por todos os turistas que aqui aportam.  O politicamente correto impedia a manifestação da população. Isso acabou em 2010, a partir da introdução da discussão moral nas eleições. O aborto, o crime mais hediondo que existe e a maior de todas as imoralidades, foi o indutor dessa coragem da sociedade de defender seus posicionamentos, independentemente de grupinhos contrários.

Os grupos de homossexuais, as lésbicas, as peladas, o MST, os sindicalista, os queimadores de pneus, as mentiras do Lula e do grupo dos companheiros presos ou a caminho da cadeia e todos aqueles que dificultaram a vida dos brasileiros durante os últimos anos amedrontaram a população e pensaram que os crimes e a maldade deles nunca seriam apurados. Enganaram-se ao pensar que o povo continuaria aceitando tudo.

Tudo mudou!  A Internet, que aqui chegou em 1996, deu liberdade à manifestação para qualquer pessoa. São mais de 200 milhões de celulares ligados à rede mundial. A informação é instantânea.  A preservação da intimidade é zero. A pessoa é filmada e fotografada em todos os lugares, por câmeras das vias públicas ou aparelhos particulares. A imprensa ideológica deixou de ser hegemônica. As imoralidades e iniquidades se tornaram visíveis.

Obras materiais não interessam mais. A promessa da transposição das águas do Rio São Francisco, que conseguiu milhões de votos e conclusão foi prometida para 2012, até hoje não foi terminada.  O trem bala Rio-São Paulo que nunca existiu.

Grande parte da mudança comportamental do povo se deu pela força da pregação evangélica. No artigo pós-eleições faremos uma retrospectiva das ações das pessoas que provocaram essa mudança.

A festa eleitoral patriótica foi emocionante como se tivéssemos vencido uma Copa do Mundo. E pode continuar, pois os cristãos têm princípios e interesses convergentes. Todos juntos, os cristãos podem criar o Partido do Movimento Brasileiro Cristão e deixar de lado todos os partidos socialistas.

Repetindo Pelé, precisamos respeitar e cuidar das criancinhas, desde a fase intrauterina, para transformá-las em jovens e adultos de bem, e proteger o idoso até a morte natural. Com os princípios cristãos, deitado no esplêndido berço ambiental, o Brasil pode realizar-se no presente e se transformar no celeiro do mundo.

A perseverança em Cristo mudará a vida dos brasileiros.  O Movimento Brasileiro Cristão transformará o Brasil no país da Verdade, da Vida e da Justiça!



João Carlos Biagini, advogado sênior na Advocacia Biagini, bacharel em Letras e em Direito. Coautor no livro Imunidades das Instituições Religiosas, coordenado pelos profs. Drs. Ives Gandra da Silva Martins e Paulo de Barros Carvalho (Noeses, 2015) e autor do livro “Aborto, cristãos e o ativismo do STF” (AllPrint, 2017).

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