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Empoderamento: a nova prisão da mulher moderna

Sob a justificativa de livrar a mulher da opressão, a colocam debaixo de intensa pressão.


Empoderamento: a nova prisão da mulher moderna

A palavra da moda é “empoderamento”. Um termo de forte componente ideológico, geralmente encaixado num contexto elogioso, exprimido como uma espécie de tomada de poder contra uma opressão.

“Empoderamento feminino” talvez seja seu uso mais comum. O feminismo o tem como definição de estimação. A imprensa progressista passou a adotá-lo de forma sistemática. E, de repente, a palavra estava inserida no vocabulário. A “mulher empoderada” passou a ser uma figura digna de admiração. É independente, resolvida, desapegada, desafiadora e antitradicional.

Ou seja, você nunca verá o termo associado a uma dona de casa, mãe em tempo integral, satisfeita com essa situação.

Mulheres belas, recatadas e do lar, de acordo com esta cartilha, não são empoderadas.

Mesmo se forem felizes desta forma.

Ou seja, o poder oriundo deste “empoderamento” só está autorizado pela patrulha politicamente correta a se manifestar dentro de termos pré-determinados. A realização da mulher dentro do padrão conservador, na figura de mãe de família, recebe o selo de desaprovação, em prol de uma militância ostensiva que, ao se nomear feminista, passa a querer determinar como as mulheres devem se portar e o que devem fazer para serem felizes e poderem receber o carimbo aprovativo de empoderamento.

Emitem um discurso raivoso contra o machismo, o patriarcado, o conservadorismo, a cristandade e suas pretensas prisões.

Mas o que oferecem em troca?

Liberdade?

Não. Apenas sua prisão.

A prisão empoderada

O empoderamento se tornou a prisão oficial da mulher moderna. Sob o pretexto da liberdade, a mulher passa a ser pressionada a se descolar do sistema considerado tradicional. O casamento passa a ser motivo de repúdio, ter filhos um fardo, a vida sexual monogâmica uma tolice e o sucesso profissional se torna o Santo Graal.

Constrói-se então um pacote de conquistas e repulsas que a mulher “ideal” dentro deste contexto deve empunhar. A felicidade da mulher se torna elemento secundário, já que a função primaz é exprimir uma ideologia.

Sob a justificativa de livrar a mulher da opressão, a colocam debaixo de intensa pressão.

No discurso, a mulher empoderada é liberada, feliz, realizada, completa. O empoderamento é o estado de evolução social a ser atingido. Se torna, portanto, papel de toda mulher empoderada enfrentar o “machismo” e o “patriarcado”, estando inclusos nos alvos a serem atacados as mulheres que não querem se empoderar.

Surge então a ditadura do empoderamento. A mulher que mantém-se fundada em princípios familiares é tratada como alienada e serva do “sistema”, o ente evocado recorrentemente por quem exerce militância como meio de vida. O “sistema” como estrutura conservadora opressora precisa existir como inimigo. Quanto mais impalpável é descrito, mais poderoso parece.

A ditatura do empoderamento não aceita oposição. Sua busca por liberdade, como é inerente à esquerda, é sempre pela “liberdade” de praticarem somente o que ela ordena.

De modo que o tal empoderamento não passa de uma fragorosa derrota para aqueles que realmente acreditam nos direitos das mulheres, em sua felicidade e liberdade, pois não é positivo em qualquer sentido um movimento que alega lutar contra a opressão, agir ele próprio como um embrutecido agente opressor.

Não por acaso tantas mulheres tem repelido o tal movimento feminista, percebendo o quanto seu extremismo ofende, exclui e pressiona mulheres que volitivamente não acedem à cartilha.

A feminilidade resiste contra o ogrismo feminista. A beleza, candidez e inteligência das mulheres não merece a pressão, o ódio, a chatice e a imposição ditatorial de regras do feminismo empoderado.



Renan Alves da Cruz é historiador, professor de Escola Bíblica Dominical e colunista de política e cultura do portal Voltemos à Direita.

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