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O embrião tem mais direitos que a mulher?

Assim como é inaceitável que nós mulheres sejamos tratadas como objeto, devemos lembrar que é degradante também sermos levadas a tratar nossos filhos como bens a serem eliminados, quando se achar que é necessário.


Será que um pequeno embrião ou feto possui mais direitos que uma mulher? Este é um dos principais questionamentos levantados por aqueles que defendem o aborto feito “por vontade da gestante” até à 12° semana de gravidez.

Durante anos, os defensores do aborto têm envenenado as mulheres contra seus filhos nascituros, desumanizando a crescente criança com frases enganosas, como “amontoados de células” e “produtos de concepção”.

Apesar dessa influência danosa, a natureza da mulher, que é sábia, permite que ela sinta claramente que é um ser vivo que se desenvolve dentro dela. Da mesma forma que, para médicos como o Dr. Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina, crianças em gestação de 12 semanas são seres vivos. Portanto, a decisão de abortar, ainda que somente até o terceiro mês de gravidez, não envolve apenas a mãe, mas, também a criança. Trata-se do direito à vida.

Aprovar a autonomia pura e simples da mãe sobre a interrupção da gravidez equivale a concordar com a eliminação de vidas sem maiores justificativas, ressalta Meinão. Outro ponto importante é que, compreendendo que o embrião é uma vida, a lógica abortista revela-se ainda mais perniciosa. Ela quer fazer com que se acredite na discriminação com base no tamanho ou idade.

Você acredita que um recém-nascido têm menos direito de existir porque ele é pequeno? Pessoas grandes ou altas são mais valiosas que as baixas ou pequenas? Por esta lógica, a maioria das mulheres teria menos direitos que os homens… O fato é que o aborto é a discriminação baseada na idade, tamanho, localização e, em muitos casos, gênero, deficiência ou filiação.

Sem contar que muitas vezes é resultado de uma forma mais insidiosa de discriminação: a falta de recursos e apoio que as mulheres grávidas precisam e merecem.

Quando as mulheres acreditam que têm que colocar em seus corpos uma pílula amarga para fazer um aborto, a fim de terem mais chances no mercado de trabalho, por exemplo, elas estão sendo levadas a se conformar com uma sociedade que ignora suas reais necessidades.

Fora a questão de que o aborto prejudica as mulheres por desviar a atenção de pontos diretamente ligados às mães, como mais creches públicas, serviços de saúde com qualidade, salários dignos, etc.

Temos que trabalhar para a justiça e direito das mulheres, sem que seja preciso escolher entre mulheres e crianças. Temos que exigir da nossa sociedade e governo apoio às mulheres, de modo que nenhuma se sinta compelida ao aborto, e não aceitarmos menos que isso.

Assim como é inaceitável que nós mulheres sejamos tratadas como objeto, devemos lembrar que é degradante também sermos levadas a tratar nossos filhos como bens a serem eliminados, quando se achar que é necessário.

“Quando um homem rouba para matar sua fome, podemos concluir com segurança de que há algo errado com a sociedade. Quando uma mulher destrói a vida do seu filho no seu ventre, é uma evidência de que ela está sendo injustiçada.” Mattie Brinkerhoff



Elisa Robson é jornalista, professora universitária, Mestre em Comunicação e Linguagens, autora do livro Motivation To Pray – Brief Messages For Modern Women (ed. Chiado), publicado na Europa e nos EUA e disponível pela Amazon. É casada, mãe de três filhos, membro da Igreja Presbiteriana Nacional, em Brasília.


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