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Em nome da diversidade, contrate um jornalista cristão

Stephen Engelberg deixou uma lição importante durante o Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo


Em nome da diversidade, contrate um jornalista cristão

Nos Estados Unidos existe uma agência de notícias “alternativa”, chamada Religion News Service. Seu objetivo é oferecer reportagens sobre temas religiosos sem o viés da zombaria ou a falta de intimidade com o tema tão comuns nas redações dos grandes órgãos de imprensa.

Parcialmente adquirido pela Associated Press, o serviço que oferece material escrito por jornalistas especializados no tema é uma grande exceção no meio jornalístico. No Brasil não há nada parecido e, quando os temas religiosos são abordados pela imprensa nacional, fica óbvio que os repórteres não entendem direito do que estão tentando retratar. Frequentemente, incorrem em erros que qualquer estudante do primeiro semestre de teologia poderia facilmente esclarecer.

Durante o 13º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI), que ocorreu em São Paulo na última semana, um dos palestrantes foi Stephen Engelberg, editor-chefe da ProPublica, veículo sem fins lucrativos que trabalha em pautas de interesse público.

Ele contou como a ProPublica firmou parcerias com grandes jornais, oferecendo uma visão diferenciada sobre várias pautas que foram reproduzidas na íntegra pelo New York Times, por exemplo, e como essa colaboração lhes rendeu a indicação ao Pulitzer, o mais famoso prêmio jornalístico do mundo.

Durante sua fala no evento da ABRAJI, Engelberg respondeu a algumas perguntas, compartilhando suas experiências pessoais e profissionais. Uma delas chamou bastante atenção. Guilherme Amado (O Globo) o questionou sobre a “diversidade” na redação da ProPublica, “em termos de raça, gênero, pontos de vistas distintos”.

Engelberg contou que a maioria dos funcionários é mulher, conta com alguns negros, mas para garantir a “diversidade”, ele não se preocupam apenas com raça ou gênero, mas priorizam profissionais que possam colaborar com uma perspectiva diferente.

“Um dos grande momentos para mim, como editor, foi quando contratei um homem branco que, antes de cursar jornalismo, era um pastor evangélico e chegou a liderar uma igreja de mil membros na África”, contou. “Isso ofereceu à nossa redação uma pessoa cuja experiência de vida e visão de mundo muito diferente da maioria dos repórteres. Então, eu acho que para falar de diversidade, seria necessário olhar para muitos eixos, visando um panorama que reflete melhor nossa sociedade.”

Em uma época onde os veículos da “velha mídia” sabidamente têm dificuldades para realmente atingir o público, uma vez que sua perspectiva passa longe da “isenção jornalística” esperada, fica a dica de Stephen Engelberg: “em nome da verdadeira diversidade, contrate um jornalista cristão”.

 



Jarbas Aragão é pastor, professor e tradutor. Quando não está cuidado dos filhos lê, vê filme e séries. Formado em teologia, acredita que cristão precisa usar discernimento pra ver o mundo.


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