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Devemos criminalizar a mulher que aborta?

Recuse-se a ter que escolher entre a vida de uma mulher e de uma criança


Devemos criminalizar a mulher que aborta?

Não. Mas certamente os argumentos usados pelos promotores do aborto são diferentes dos defendidos por quem apoia causa Pró-Vida.

Veja a lógica abortista. “As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras para as mulheres rica.

A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade.” Diante deste quadro, argumentam, devemos despenalizar totalmente o aborto e dar apoio às mulheres para que possam abortar.

Será mesmo que é a criminalização do aborto que condena as mulheres à clandestinidade?

Primeiro, devemos lembrar de algumas coisas: mulheres que são estupradas ficam grávidas; mulheres famintas ficam grávidas; mulheres vítimas de relacionamentos abusivos ficam grávidas – o problema não é o fato de estas mulheres ficarem grávidas, o problema está no fato de haver mulheres estupradas, famintas e vítimas de relacionamentos abusivos.

Ou seja, a liberalização do aborto não resolverá nada e não mudará absolutamente nenhuma das condições de risco em que essas mulheres se encontram. A prática do aborto apenas jogará a mulher na mesma condição em que já se encontrava.

Segundo, se a mulher gestante é vítima de um sistema que ignora as suas reais necessidades, devemos, sim, lutar por leis que criminalizem todos os que promovem condições para que a mulher aborte. Pois estes são os verdadeiros responsáveis pelas situações de desespero que podem levar as mulheres, citadas acima no discurso abortista, a matarem sua própria prole.

O que fazer, então?

Devemos criminalizar aqueles que ameaçam ou tentam coagir uma mulher a abortar, seja por ocultação de recursos financeiros ou apoio emocional. (O abandono, por exemplo, é uma poderosa forma de coerção.)

Devemos criminalizar as ações de quem ameaça suspender a pensão alimentícia com o objetivo de coagir uma mulher ao aborto. De quem demite uma mulher porque ela está grávida, expulsa uma adolescente da escola ou dificulta o progresso de uma jovem gestante na universidade.

Assim como uma lei para quem ameaçar uma gestante de violência. E, acima de tudo, lutar para que criminalizem quem obriga a mulher a escolher entre a sacrificar o seu filho e sacrificar sua educação e carreira.

Ou seja, a verdadeira luta está em nos concentrarmos nos recursos e soluções para apoiar as mulheres e suas crianças. Devemos nos recusar a ter que escolher entre a vida de uma mulher e de uma criança. Este é o pensamento daqueles que realmente se importam com as causas femininas.



Elisa Robson é jornalista, professora universitária, Mestre em Comunicação e Linguagens, autora do livro Motivation To Pray – Brief Messages For Modern Women (ed. Chiado), publicado na Europa e nos EUA e disponível pela Amazon. É casada, mãe de três filhos, membro da Igreja Presbiteriana Nacional, em Brasília.


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