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A subversão dos valores: a questão do gênero

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo! Isaías 5:20.


A subversão dos valores: a questão do gênero

Algumas tendências que seguimos, como sociedade, são claras. A engenharia social à qual estamos submetidos preza, necessariamente, pela subversão dos valores de um modo total. A palavra subversão, aqui, tem um sentido mais amplo do que apenas “levantar-se contra”; significa mais amplamente “trocar os valores: o bem passa a ser mal; e o mal, bem”.

Sei que pareço estar escrevendo algo que já vem sendo batido há anos por pessoas como eu, mas tenho procurado mostrar certos aspectos desta subversão total que não fazem parte de muitas das análises e denúncias que têm sido feitas. Algumas, inclusive, muito claras e abrangentes. Mas, em todo o esforço neste sentido há certas subjetividades, apesar do sentimento de quem com isso trabalha ser o de que “não adianta”. É como se a sociedade caísse em uma espiral de decadência da qual não fosse mais sair.

Intuitivamente, algumas linhas de tendências são absolutamente urgentes, para quem orquestra esse esforço monstruoso de subversão de valores que temos visto a olhos limpos. Uma delas é a questão de gênero. Sei que você, prezado(a) leitor(a) pode estar se perguntando o porquê desta questão ser tão importante.

É o que me pergunto também. Mas uma coisa é certa: a importância maior está para quem utiliza a questão de gênero não como um fim, mas como um meio. E, atualmente, é um assunto sensível a uma parcela crescente da população, que associa à mesma outras questões, como liberdade, patriarcado, bullyng, sexo. Toda a loucura que tem acontecido em torno da questão de gênero é um exemplo claro de que há, sim, entidades poderosas que têm por objetivo financiar, digamos, os aspectos lúdicos das questões relativas à ideologia de gênero. Se não, o que levaria uma empresa de roupas infantis contratar a diva pop Celine Dion para estrelar um comercial em que ela subverte os gêneros, no nível maternal, num comercial non sense bizarro, com direito até a uma estampa “infantil” estranha escrita “New Order” (“Nova Ordem”)?

Que as questões de gênero são um perfeito cavalo-de-batalha subversivo e subserviente à Nova Ordem ninguém com o mínimo de bom senso duvida. O que está chamando a atenção atualmente é vermos isto de maneira explícita, sendo defendido como uma “virtude”, com a participação maciça de artistas, intelectuais e políticos, como se um grande Big Brother conduzisse, às vezes cometendo deslizes descomunais, toda uma Agenda em que as questões de gênero assumissem a prioridade sobre todos os demais assuntos. Observe que ainda não erradicamos a fome, a miséria, as injustiças, o tormento pelo que a maioria do mundo, composta de pobres e desamparados, passa; mas, mesmo assim, somos sistematicamente subvertidos, afim de que paremos tudo para discutirmos as questões de gênero, como se nossas vidas dependessem disso. Não vejo melhor cavalo-de-batalha subversivo!

A Netflix, gigante do serviço de streaming, recentemente foi inundada de críticas nas redes sociais após divulgar um novo desenho animado, produção dela própria, sobre super-heróis drag queens. Isso mesmo: e em um evento especial de lançamento, Pablo Vittar juntou-se ao elenco de dubladores, roteiristas e diretores brasileiros do desenho para o ovacionarem. Apesar de dizerem em outro momento que o desenho “não é para crianças”, mas destinado a um público mais adulto, a questão é: por que um desenho? Qual o objetivo de se veicular num serviço que é aberto, nas TV´s que dispõe do acesso à Netflix, um desenho sobre drag queens que são heróis, se consideram “heroínas” e agem de modo absolutamente lascivo?

Qualquer criança de 11, 12, 13 anos poderá assistir ao insidioso desenho e terá acesso a uma linguagem vulgar, com trejeitos vulgares dos personagens, sendo que os piores destes provém dos  “heróis”! Se você não consegue ver o descalabro disso, não tenho dúvidas de que sua mente já foi absorvida pelo processo de engenharia social que tenta a todos tragar. A entrevista na íntegra você vê aqui.

A subversão de valores, que é fruto da engenharia social a que estamos submetidos, consegue a cada dia fincar uma de suas mais notáveis metas: a de coibir cada vez mais as críticas antes mesmo que elas aconteçam. Há mais pessoas olhando para os lados, de forma estranha, quando alguém “se atreve” a fazer uma crítica à imposição deste tipo de ponto de vista sobre as questões de gênero. E com muitas pessoas olhando de lado a quem ousa discordar do processo, este se fortalece ganhando adeptos que passam, posteriormente, eles próprios a fazerem caras estranhas a outros que vierem a discordar do processo.

Mais caras estranhas e menos discordância quanto ao descalabro acaba por tornar em descalabro justamente a discordância, e o que era inaceitável e passara ao tolerado e socialmente permitido, passa então a ser incentivado e, por fim, imposto. Não me refiro aqui a ser gay ou não ser gay, mas ao processo que se valeu da questão de gênero para subverter o direito fundamental da autoridade familiar, da educação infantil e da relação entre pais e filhos e homens e mulheres, para transformar-nos em uma sociedade unívoca: todos pensam e falam com uma voz, achando-se diversa e não sendo, odiando a quem se atreva a dizer que todo o processo está errado!

Como disse no início deste texto, e em muitos outros, não tenho ilusões de que fujamos a médio prazo da engenharia social a que estamos submetidos. Mas, a questão de gênero é apenas um elo deste elaborado processo desconstrucionista que está em plena operação em nossa sociedade atual. Muitos outros elos ainda precisam ser (e já estão sendo) trabalhados com afinco, por “engenheiros sociais” conscientes ou inconscientes, que avidamente se unem para a criação de uma New Order, que já mostra há tempos, em círculos intelectuais, políticos e midiáticos que o objetivo de seus perpetradores é a transformação profunda deste mundo, com a criação de uma sociedade auto-iludida, paradoxal, única: alienada a tal modo que, de forma violentamente uníssona, pense que é plural; pregue a paz e a tolerância, à medida em que ceifará sem misericórdia todos os que dela discordem; que se mostrará espiritualizada, zen, “em paz com o universo”, ao ponto em que estará pronta para guerrear ferozmente contra tudo e todos os que se lhe opuserem, inclusive aqueles que não descansam e continuam a apregoar as palavras do profeta vétero-testamentário, cujos princípios são mais atuais do que nunca e ecoam pelos séculos como sussurros de serenidade, equilíbrio e libertação:

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo! Isaías 5:20.



Graduado em Teologia e Filosofia. Pós graduado em Doc. do Ensino Superior, Teologia Bíblica e Psicopedagogia (FATIN). Mestre em Filosofia (Univ. Federal de Pernambuco). Doutorando em Filosofia (Univ. Federal de Pernambuco). Diretor do IALTH (Inst. Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades). Pastor da IEVCA (Igreja Ev. Aliança). Casado com Patrícia, com quem tem uma filha, Daniella.

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