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A Copa do Mundo do cristão

Nós também estamos numa grande "competição" e temos uma grande nuvem de testemunhas sobre nós


A Copa do Mundo do cristão

Amo este esporte chamado futebol. Desde criança chuto uma bola em direção a um gol. Não fosse um acidente aos 11 anos de idade, numa escolinha de futebol, talvez eu pudesse ter jogado profissionalmente, sem falsa modéstia alguma. No entanto, Deus já tinha decretado eternamente outro futuro para mim: escrever sobre sua Palavra a muitos leitores, como me esforço a fazê-lo neste momento.

Desde 1990 que acompanho a Copa do Mundo. Era uma criancinha quando vi o Diego Armando Maradona driblando meio time do Brasil e tocando para o atacante Claudio Caniggia driblar o nosso goleiro Cláudio Taffarel e tocar para o fundo da rede, selando assim a pior participação da seleção brasileira nesta competição. Em 1994, vi o “baixinho” Romário encantar o mundo com os seus gols, junto com o auxílio do craque Bebeto, e levar o Brasil a uma final de Copa do Mundo em 24 anos contra a seleção da Itália, repetindo a final de 1970. E, nos pênaltis, faturamos o tetracampeonato mundial.

Passando para 2002, já era um jovem de 17 anos quando o Brasil conquistou o pentacampeonato, derrotando a seleção da Alemanha com um show da dupla Ronaldo e Rivaldo, fora as grandes defesas do grande goleiro Marcos (o “São Marcos”). Lembranças vivas em minha mente.

Agora escrevo em 2018, já adulto, casado e debaixo do meu próprio teto, porém com o mesmo entusiasmo de quando tinha apenas 5 anos. É Copa do Mundo, amigos!

Vendo as primeiras partidas da Copa da Rússia (já escrevi este artigo após a estréia da seleção brasileira, com o direito a uma bela garfada da arbitragem no empate em 1×1 com a Suíça), pude perceber que, apesar de sempre me animar com a competição, já não estou tão envolvido, vislumbrado e animado, talvez seja porque em 2014 eu assisti o maior vexame da história do futebol brasileiro – o famoso 7×1 que a Alemanha aplicou sobre nós em pleno Mineirão – mas creio (sinceramente) que tem alguma relação com o fato de que nós brasileiros estamos carentes de outras vitórias, em outros gramados, como na política e economia, por exemplo.

Fato é que me proponho a torcer novamente pelo Brasil, contudo não tem jeito; os meus olhos estão mais voltados para outro desafio: a perseverança… a perseverança na fé salvadora.

O apóstolo Paulo, escrevendo aos irmãos de Corinto, disse:

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. 1 Coríntios 9:24,25

Ele está falando sobre a relação que há entre o atleta de sua época com o cristão em sua época, que tinha o desafio de permanecer na fé, dando frutos. Assim como a seleção do técnico Tite, precisamos de concentração, determinação e perseverança (Fp 3.12-14; 2Tm 4.7-8). Tal analogia é válida porque a fé salvadora testa a si própria através da perseverança. Os que de fato creram no evangelho lutarão para serem zelosos na busca do perdão diário dos pecados e da justiça de Cristo, orando a Deus por meio da graça do Espírito Santo, a fim de que sejam, a cada dia, renovados segundo a imagem de Cristo até que, depois desta vida, possam alcançar o objetivo último que é a perfeição.

Nós também estamos numa grande “competição” e temos uma grande nuvem de testemunhas sobre nós (Hb 12. 1-3). Não podemos esmorecer nem negligenciarmos na disciplina para que não sejamos reprovados. Quem está em Cristo, além de ser nova criatura, certamente permanecerá na fé por meio da graça que há em seu Espírito; no entanto, tal verdade não pode ser um álibi para que sejamos relapsos na caminhada cristã.

Que nestes dias de Copa nenhum de nós deixemos de correr pelo evangelho, pois assim como apenas um atleta ou uma equipe recebe o prêmio, apenas os que perseveram e permanecem na fé do evangelho alcançarão a coroa incorruptível, a saber, a vida eterna.



32 anos, é casado com Ana Talita, bacharelando em Teologia pela Unigranrio e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, trabalha no ministério de adolescentes da Igreja Batista Betânia e no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.


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